O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, afirmou nesta quarta-feira, 21 de junho, que não teve intenção de desmerecer o deputado federal Fábio Garcia, com quem trava uma batalha interna no União Brasil para definir quem será candidato a prefeito de Cuiabá em 2024. Botelho diz que foi mal compreendido quando comentou sobre o histórico da família de Garcia na política.
A ‘briga’ teve início na segunda-feira, 19, após Botelho afirmar em entrevista a uma rádio que Garcia tem condição de disputar a Prefeitura, pois seu avô já foi governador e seu tio foi prefeito da capital. A fala foi interpretada como ironia e Garcia emitiu uma nota na qual disse lamentar que Botelho “queira construir sua candidatura desmerecendo as pessoas”.
“Não vou comentar a nota dele e nem o que ele falou. Eu jamais iria desmerecer! Como você vai desmerecer um governador, um ex-governador, um ex-prefeito? Se ele entendeu dessa forma, ele que entendeu errado. O resto, não sei o que ele falou e é problema dele. Assunto encerrado para mim”, disse Botelho, em entrevista à Jovem Pan nesta quarta.
Botelho começou a ‘desarmar’ essa bomba ainda na terça-feira, 21. Em entrevista à rádio Capital FM, Botelho ressaltou que o avô de Garcia foi “um grande governador” e seu tio, Rodrigues Palma, “foi um grande prefeito da capital”.
“Ele disse que quer ser candidato e tem uma história política e eu concordo, e ele realmente tem uma história na política que credencia ele a disputar. Se isso é desmerecer, então paciência, ele que está desmerecendo as credenciais que ele tem”, disse Botelho na ocasião.
O presidente da Assembleia também evitou aumentar a tensão com uma resposta à afirmação de Garcia sobre o uso da máquina pública na campanha. Em nota, Garcia disse que Botelho “tem a pré-campanha mais rica de todas, tem quase mil pessoas em seu gabinete contratadas com dinheiro público para fazer campanha para ele”.
Botelho se limitou a dizer que não iria comentar: “ele que responda por isso”.
Questionado sobre a insinuação feita por Garcia quanto à ligação com o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), Botelho disse que mantém apenas uma relação de respeito com o gestor. Ele afirmou que discorda de várias atitudes do prefeito, mas nem por isso iria xingá-lo ou faltar com o respeito publicamente.
Botelho ainda enfatizou que não está em busca do apoio de Emanuel e nem do governador Mauro Mendes (União), e que prefere se aproximar do povo cuiabano.
“Não concordo com muitas coisas e, no momento certo, vou pontuar. Não estou implorando por apoio do governador e nem de Emanuel Pinheiro. O juiz dessa decisão vai ser o povo no dia da eleição. Então, estou trabalhando com quem realmente vai decidir”, concluiu.
Acesso 21/06/23 , Disponível em estadãomatogrosso.com.br
