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Covid em alta: até quando teremos novas ondas no Brasil? – UOL Confere

novembro 23, 2022
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Do UOL, em São Paulo
23/11/2022 04h00
O aumento nas internações de adultos e crianças com covid-19 e o crescimento de exames positivos para a doença já indicavam mais um recrudescimento da pandemia neste ano. Essa impressão é confirmada pela taxa de transmissão (Rt) do vírus, que disparou em novembro e atingiu os mesmos patamares alcançados entre maio e junho, quando ocorreu a última onda de contágios.
Mas, afinal, por quanto tempo o Brasil vai lidar com novas ondas da pandemia?

Crescem hospitalizações e exames positivos. Depois de uma onda de infecções em maio provocada pelo aparecimento de variantes da ômicron, a pandemia parecia ter ficado no passado até que voltou a preocupar hospitais públicos e privados em outubro, quando passaram a receber cada vez mais pacientes infectados pelo Sars-Cov-2.
A culpada agora é uma subvariante da ômicon, a BQ.1, que já provocou ondas na Europa e nos Estados Unidos.
Além das internações em alta, os exames em laboratórios e farmácia confirmam a preocupação: nas clínicas particulares, a taxa de positividade dos exames passou de 5,1% para 40% em menos de um mês, segundo a Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica).
Nas farmácias, os exames positivos nos 13 primeiros dias de novembro já haviam superado os registros de todo o mês de outubro. “O contingente de positivados totalizava 18.428, contra 7.986 em outubro, um preocupante aumento de 131%”, diz a Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias).

Transmissão volta ao patamar da última onda. O salto nos diagnósticos e internações reflete no aumento da Taxa de Transmissão do vírus.
Estável até o dia 3 de outubro, a Rt começou a subir nos dias seguintes e, um mês depois, ultrapassou o número 1, quando cada doente passa a contaminar mais de uma pessoa. Para que a transmissão do coronavírus seja contida, a taxa de Rt precisa ficar abaixo desse patamar.
Ao longo de novembro, a taxa disparou, atingindo 1,4 no dia 22, “o mesmo patamar registrado entre o final de maio e o início de junho, ocasião da última onda de contágios da covid-19 no Brasil”, informa a Info Tracker, plataforma de monitoramento da pandemia das universidades estaduais paulistas USP e Unesp.

“Também já é possível observar o processo de interiorização da doença, com alcance generalizado em diversas regiões do país, inclusive mais distantes dos grandes centros urbanos”, alerta Wallace Casaca, um dos coordenadores da Info Tracker.
Infectologista da Fundação de Medicina Tropical de Manaus, Noaldo Lucena atribui a nova onda à baixa adesão da sociedade às doses de reforço da vacina contra a covid-19.
“Enquanto for assim, os vírus vão circular mais, produzindo variantes e subvariantes que poderão aumentar a transmissão”, afirma.

Ficou mais do que claro que as vacinas são eficazes e necessárias, mas, se não se vacinar com todas as doses recomendadas, vamos ter novas ondas.”
Noaldo Lucena, infectologista

O professor de medicina da Unesp e vice-presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Alexandre Naime, explica que “a subvariante BQ.1 tem uma ligação mais forte à proteína spike, a parte do vírus que se gruda aos receptores das células humanas”.
“E isso torna o vírus mais transmissível”, afirma.
Imunidade acabando. O infectologista também lembra que a maioria das pessoas no Brasil foi vacinada há “quatro, cinco, seis meses”. “A imunidade, principalmente em idosos, já acabou.”
A quinta dose —ou a terceira do reforço—, porém, “só tem indicação para a população imunossuprimida e transplantados”, explica a infectologista do hospital Sírio-Libanês Mirian Dal Ben. “A gente não tem nenhuma pesquisa indicando que já podem receber a quinta dose quem já tomou a quarta.”
Provavelmente é seguro, mas não sabemos se é necessário. Provavelmente vamos tomar uma nova dose no ano que vem, talvez a vacina bivalente, que protege melhor contra a ômicron.”
Mirian Dal Ben, infectologista

Ao contrário dos imunizantes utilizados no Brasil, criados a partir da cepa original, as vacinas bivalentes —ou de segunda geração— atacam também a variante ômicron, a principal responsável pelas infecções atualmente. Elas foram aprovadas ontem pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Lucena diz acreditar que o vírus continuará circulando no Brasil “por um longo período”, com “pelo menos uma onda por ano, parecido com o influenza“, vírus causador da gripe.
Mirian Dal Ben também diz esperar que a covid-19 “se torne uma doença endêmica, como a gripe”.
“Devemos ter ondas em algumas épocas do ano”, prevê a médica, que aposta “em poucas hospitalizações se a população estiver bastante vacinada”.
Não dá para saber quantas ondas teremos por ano. Vai depender das novas vacinas e de como serão as sazonalidades; se duas, como nos últimos anos, ou uma vez por ano, como a gripe.”
Mirian Dal Ben, infectologista

Naime, da SBI, diz que o Sars-Cov-2 “não vai desaparecer no curto e médio prazo” porque “não existe radicação rápida de vírus respiratório”.
“Agora a covid está em uma forma mais endêmica, de coexistência: dá para viver bem com ela porque a taxa de óbito caiu de 3%, no início da pandemia, para 0,5%”, afirma. “Só precisa evitar contato com pessoas mais velhas e com comorbidade.”
Precisamos conviver com o vírus. É altamente improvável a erradicação da covid nos próximos dois a cinco anos.”
Alexandre Naime, infectologista

Doença ainda pode ser grave entre não vacinados. A infectologista do Sírio lembra que a H1N1 —variante da influenza surgida em 2009— ainda causa infecções graves entre não vacinados com comorbidade, “com direito a internações e intubação”.
“O mesmo vale para a covid. Quem bobear e não se vacinar, pode ter os mesmos efeitos da covid em 2020 e precisar internar em estado grave.”


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